EA mostrava e agora quer fazer também

29 Julho, 2008

Crysis, como todos sabem, é um jogo bem pesado e que exige um PC bem poderoso para rodar com o máximo de detalhes. Porém, a continuação Crysis Warhead já se provou mais otimizada, já que a Crytek (desenvolvedora do game) melhorou aspectos da engine gráfica e conseguiu tornar o fardo de rodar esse jogo mais ‘light’ para as placas de vídeo atuais.

Só essa notícia já é uma grata surpresa aos fãs de FPS que não querem investir suas economias em máquinas surreais. Afinal, acompanhar o pico de avanço tecnológico em placas gráficas pode se provar extremamente caro. E parece que Crytek e EA reconheceram essa realidade e estão prontas para atacar o preconceito que Crysis sofre na comunidade de gamers.

Em evento no mês passado, a Crytek fez questão de comprar um PC novo, peça a peça, e apresentar as notas fiscais aos jornalistas convidados, provando que eles veriam uma demo de Crysis Warhead em um PC de 600 dólares; e promessa feita é promessa cumprida. Warhead se deu muito bem na máquina com uma GeForce 8600, a mais fraca da família 8 da NVidia. Mais ainda, ficou provado que o nível de detalhes do jogo depende mais de engenharia no software que corre por trás da tela do que de transistores a mais na GPU.

Com isso, a produtora já teria conseguido passar 2 mensagens importantes: Crysis está melhor & agora roda em máquina médias, sem problema algum. Entretanto, percebendo a força que o mercado de PCs voltou a conquistar nos últimos anos, a EA foi além e agora estuda uma atitude audaciosa e ainda inédita nesse segmento: lançar uma PC com a marca do jogo.

A idéia é simples: PCs de 600 a 800 dólares que seja ‘Certificados a rodar Crysis’. Obviamente serão necessários parceiros de hardware, mas é a EA que será vista como a fabricante desse produto. Seu nome, junto com o do jogo, passaria a ser um sinônimo de plataforma de games e poderia conquistar inúmeros consumidores médios que ainda tem medo de um PC mais poderoso apenas pela confusão com as configurações.

Há tempos a EA reclama do excesso de consoles e sistemas no mercado. Afinal, desenvolver um jogo para Windows já é difícil e custoso. Imagine então criar para PS2, PS3, X360, Wii, DS, PSP e agora iPhone? O PC acaba sendo a plataforma mais homogênea nesse caso; não na questão de equipamento, mas em relação ao software.

É por isso mesmo que tantas apostas da EA estão nos PCs: The Sims, Mirror’s Edge, Dead Space, Spore, Warhammer, entre outros. A empresa sabe que a pirataria é algo danoso mas que pode ser combatido com a distribuição digital. O maior inimigo do sucesso de games em PC ainda se chama ‘placa de vídeo’ (é muito mais do que isso, claro).

Ao lançar um PC com sua marca e ainda poder dizer ‘O EA Game Zone (algo assim) roda os jogos X, Y, Z, W sem problemas’, a EA tem a chance estabelecer um segmento ainda inexistente do mercado: publishers que fazem hardware (e não estou falando de acessórios do Wii).

Além disso, pode distribuir seus jogos para esses PCs com uma loja virtual, atualizar os drivers para que o cliente sempre tenha a melhor experiência e ainda proporcionar a troca periódica de equipamentos à medida que a tecnologia for avançando e os games, ficando mais exigentes. A Apple, aliás, já faz isso com seus Macbooks. Você paga por mês só um pouco, em 2 anos pagou tudo e já pode trocar por um novo, continuando a pagar a parcela mensal.

Estou muito curioso para ver se essa investida da EA não vira água e, principalmente, como o mercado de fabricantes de PC irá reagir. Falta a eles também dar mais atenção aos gamers. Só vemos hoje em dia as máquinas high-end, ou seja, aquelas no topo do preço e da performance. Mas o usuário médio precisa de uma máquina média e que seja claramente identificada como adequada a rodar determinados jogos.

E isso tudo serve para alimentar o meu rumor pessoal de que ainda veremos um console da EA. Alguém aposta comigo?

Fonte: Chris Remo Blog


Fusões na indústria dos games – massificação ou estagnação?

10 Março, 2008

De Onde Viemos

Nos últimos 5 anos o mercado de videogames passou por enormes transformações. O Playstation 2 se firmou como console mais vendido na história, chegando à casa de mais de 120 milhões de pessoas, e os consoles atingiram um novo patamar tecnológico.

Assistindo ao progresso dessa indústria, muitas produtoras de filmes, músicas e até empresas fora do ramo de entretenimento decidiram apostar nesse ‘novo’ mercado. Bem, novo para eles, já que os games vem ganhando seu espaço há 30 anos. Mas os empreendedores de hoje mais parecem repetidores de idéias. Leia mais no resto do artigo, abaixo.

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Jogos ‘caseiros’ serão o futuro da indústria?

6 Março, 2008

Valve

O crescimento do mercado de videogames transformou as produtoras em conglomerados empresariais, máquinas de fazer dinheiro e fotocopiadoras de propriedade intelectual. A originalidade e idéia arriscada estão perdendo espaço para as fórmulas testadas e seguras.

Claro que as novas ferramentas de tecnologia visual e auditiva exigem investimentos bem mais pesados do que nos tempos do Atari 2600. Entretanto, a necessidade de haver uma chama criativa não perdeu importância alguma e, curiosamente, a lição está vindo graças a esses avanços técnicos.

A internet permitiu que muito mais pessoas tivessem acesso à informação. Os jogadores começaram a aprender como fazer jogos, como modificá-los, brincar com eles para criar projetos únicos. Os computadores mais potentes serviram de apoio a essa explosão caseira.

Counter StrikeHá 8 anos, 2 amigos modificaram o jogo Half-Life para criarem um modo multiplayer, chamado Counter-Strike. Disponibilizado gratuitamente, o jogo foi baixado 10 mil vezes em 2 semanas. A produtora de Half, a Valve, fez pareceria com os dois e lançou Counter de forma comercial. Vendeu horrores e até hoje é um dos mais jogados na internet.

Aprendendo com o passado, hoje a Valve mantém um ótimo serviço de download de games (originais e legais, claro) que também possui jogos ‘indies’, ou seja, criados por pessoas amadoras, de fora da indústria. Afinal, a Valve sabe que pode aparecer um novo Counter por aí.

Por não ser um jogo de tiro nem vale a comparação, mas o novo game AudioSurf, criado pelo desenvolvedor independente Dylan Fitterer, é mais um desses projetos caseiros que vai alcançar o estrelato.

AudioSurf

No mês de Fevereiro/08, AudioSurf foi o jogo mais baixado na rede Steam, batendo gigantes como Half-Life e Orange Box. E o melhor de tudo é o preço: 10 dólares. Custa pouco para fazer, é muito divertido e vendas médias já garantem um ótimo retorno. O que mais pedir de um game?

Misturando movimentos ritmados com quebra-cabeças, AudioSurf tem um pouco de Tetris, um pouco de Guitar Hero e um pouco de algo novo. E poder usar suas próprias músicas é mais mais um passo rumo ao conteúdo criado pelos jogadores.

O mercado de games vai olhar cada vez com mais atenção para esses garotos (e coroas também). Eles estão brincando em seus computadores, testando os limites de máquinas e programas e criando games que eles querem jogar mas as produtoras gigantes, ocupadas com a nona versão daquele sucesso de corrida, não tem tempo para fazer.

Link – Notícia no GamaSutra & Página do AudioSurf