Representantes do Congresso dos EUA enviaram à casa um projeto de lei que obriga os varejistas de games a exigirem o RG dos compradores e a informar em suas lojas como funciona o sistema de classificação etária do país. Quem não cumprir a medida poderá ser multado em 5 mil dólares.
O lançamento de GTA IV pode ter servido de estopim para essa ação, mas a presença massiça dos games na sociedade atual também demanda uma maior atenção dos orgão reguladores.
Como muito já defendi, censura de conteúdo é uma prática abominável e talvez só cabível quando se tratar de questões raciais e preconceituosas. Entretanto, em 99% dos games existentes o único problema é o fato de o sistema etário não funcionar. Uma criança só joga GTA se alguém emprestar ou comprar para ela (estou excluindo a pirataria, claro). Com a nova lei, as lojas vão pensar duas vezes antes de uma venda desse tipo e os pais, que já deveriam estar mais ligados no assunto, poderão também se informar na loja sobre as idades e símbolos da ERSB.
É importante o governo tomar medidas que eduquem a população sobre o assunto, mas também seria bom que isso viesse acompanhado de campanhas na mídia, como forma de dismistificar o assunto ‘games’ e trazer os pais e responsáveis para a discussão. A ESRB e ESA deveriam, também, se engajar em campanha para ensiar aos adultos o que eles podem e devem fazer para controlar os games dos jovens.
Por fim, talvez seja interessante a ERSB rever as faixas de classificação, já que games bem violentos costumam ser M (Maduro), indicado para maiores de 17 e acima disso apenas jogos AO (Adultos), para maiores de 21. Precisa haver uma faixa ATÉ 17 anos e depois de 18 em diante. Eles usam o 17+ como truque para o jogo não parecer tão pesado, já que o número 18 tem um impacto psicológico maior.
Seja como for, a indústria precisa cuidar de si mesma caso queira ganhar maior aceitação do público em geral.
[UPDATE] – Estudo da FTC (Federal Trade Comission), orgão defensor do consumidor nos EUA, revelou um bom sinal: os varejistas estão vendendo menos jogos para pessoas abaixo da idade estabelecida. De acordo com o gráfico ao lado, desde 2000 o número de clientes ‘falsos’ que conseguiram comprar um jogo sem apresentar RG caiu drasticamente, de 88% para apenas 20% esse ano.
Mais do que simples consciência moral, é claro que os varejistas andam com mais receio de praticar atos ilegais devido ao tamanho da indústria e sua visibilidade. Porém, se a tendência está provada, agora é hora de aproveitar o ‘embalo’ e estabelecer novas regras e leis sobre o assunto.
Fonte: GamePolitcs
Escrito por Pellican 

Escrito por Pellican